I-Juca Pirama
I-Juca Pirama dormia de pijama,
Gostava do macio,
Mas não dormia em sua cama;
I-Juca Pirama, um índio bacana.
Que não gostava muito de banana,
Só queria provar para o mundo
Que não temia nem se escondia
Debaixo da cama.
Em sua vida nem tudo era engraçado,
Pois seu pai era cego e fraco,
Dormia, comia e vivia ajudado,
Por seu filho corajoso e amado;
Muito índio não entendia,
O que o pai de I-Juca tinha,
O que todo mundo sabia,
Era que ele sofria.
Sua tribo de bravos guerreiros,
I-Juca luta com seus companheiros,
Enfrentam lutas e guerras sangrentas,
Sem temer a morte violenta,
E o som do vento ao amanhecer,
Consegue animá-los antes do entardecer,
Sua tribo de bravos guerreiros,
I-Juca vive com seus companheiros.
Um belo dia I-Juca foi caçar,
Para fazer um belo jantar,
Mas mal sabia ele,
Que uma armadilha iria encontrar;
Para casa ele não voltou,
E seu pai logo se preocupou;
A noite caiu adentro
E com ela veio o tormento.
Pelos Aimorés ele foi pego
Contra eles, lutou sem medo;
Porém pelo cansaço foi vencido
E o sacrifício era seu destino;
Mas, ao de seu velho pai lembrar
Uma lágrima escorreu de seu olhar;
Seus inimigos decidiram
Que um covarde não seria servido.
“Você chorou na frente do inimigo
Pois preferia que tivesse morrido;
Na frente do inimigo você chorou,
Regras e tradições você desonrou;
Pois meu filho, não mais serás,
E pela Terra está destinado a vagar;
Sozinho nas noites sombrias
Viverás o resto de sua vida.”
Seu pai mal-agradecido
Amaldiçoou seu filho querido
Não entendeu que o seu penar
Foi por seu pai a quem vivia a cuidar
Inconformado pela ingratidão
Saiu enraivecido pela escuridão
E mais uma vez em seu caminho,
Encontrou-se sozinho na tribo inimiga.
Morrer era mesmo o seu destino;
I-Juca Pirama estava sozinho;
Ao rever os inimigos Aimorés,
Resolveu lutar para esquecer
Que seu pai preferia lhe ver morrer
E ao verem a coragem de I-Juca ao lutar
Viram que erraram ao de covarde lhe chamar
I-Juca Pirama foi reconhecido e o sacrifício foi o seu destino.
Esta é a estória de I-Juca Pirama
Um índio bacana,
Que não gostava muito de banana.
Co-autores: Darwin, Jullyse, Leila, Natan e Pablo